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29.3.12
Como desejava que estivesses aqui. Sei que mereço este tempo comigo, com eles e comigo mesma, mas admito que sinto muitas saudades de estar contigo, de abraçar os teus dedos negros do carvão. Sei que andas atarefado com as atividades arquitetónicas do dia a dia, mas, mesmo assim, sei que sentes inveja por não veres aquilo que eu vejo, por não tocares naquilo que eu toco, por não te apaixonares por aquilo que me apaixono. Paciência meu amor, paciência. Para a próxima estarás aqui, comigo. Verás museus e telas surreais, comigo. Sentirás o céu azul e as belas paredes dos belos prédios das belas ruas, comigo. Quando? Não sei. Só nos resta esperar. O que nos resta é esperar. Por enquanto, vamos ficando por cá. Às vezes mais longe de cá e mais perto de lá, às vezes mais longe do coração e mais perto da mente. Às vezes pouco contigo e muito comigo, mas já sabes como é que eu sou. Mas já sabes com quem te dás. Mas já sabes como é o nosso amor. Tudo isto, só para te dizer que, meu amor, meu Tiago, Madrid nos espera. Madrid para sempre nos esperará.
18.3.12
Um dia escrevo-te sobre o meu amor.
Um dia escrevo-te sobre os passeios a pé e do vento na minha cara.
Um dia escrevo-te sobre as corridas matinais, onde vou buscar o jornal e sinto o cheiro a pastelaria quente e manteiga.
Um dia escrevo-te sobre a horrível camisola que teimas usar.
Um dia escrevo-te sobre os arrepios que sinto sempre que me encostas ao teu peito.
Um dia escrevo-te sobre o céu azul.
Um dia escrevo-te sobre crónicas mal humoradas.
Um dia escrevo-te sobre os carrosseis da feira popular.
Um dia escrevo-te sobre as tuas canções de amor pouco usuais.
Um dia escrevo-te sobre o quão pareces o Samuel Úria.
Um dia escrevo-te sobre o teu perfume a carvão e o cheiro a limão que agora teima em não te deixar.
Um dia escrevo-te sobre os beijos que me apetece dar-te.
Um dia escrevo-te sobre a areia que insiste em não sair do meio dos meus dedos do pé e do fundo da mala.
Um dia escrevo-te sobre o teu olhar matinal e sobre corridas para a casa de banho.
Um dia escrevo-te sobre rotinas mal habituadas e sobre o quão insistente é o teu patrão.
Um dia escrevo-te sobre as anedotas sem nexo, sem piada, sem nada que insistimos em contar.
Um dia escrevo-te sobre as tascas de fado e do chouriço queimado.
Um dia escrevo-te sobre o céu visto de Lisboa.
Um dia escrevo-te sobre o móvel onde os nossos tornozelos insistem bater.
Um dia escrevo-te sobre as dores de cabeça e as ressacas mal curadas.
Um dia escrevo-te sobre os filmes alugados e as pipocas caramelizadas salgadas.
Um dia escrevo-te sobre o jogo de futebol.
Um dia escrevo-te sobre a caneta acabada.
Um dia escrevo-te sobre as queixas dos vizinhos e das camas partidas.
Um dia escrevo-te sobre os jantares em família e das saudades da mamã.
Um dia escrevo-te sobre os aeroportos e os aviões.
Um dia escrevo-te sobre os passeios à chuva.
Um dia escrevo-te sobre as batatas e o molho de gelado.
Um dia escrevo-te sobre as bibicletas e os joelhos vermelhos.
Um dia escrevo-te sobre os meus sonhos e os teus sonhos.
Um dia escrevo-te sobre os nossos sonhos.
Um dia escrevo-te sobre as nossas loucuras.
Um dia escrevo-te sobre os livros e os poemas.
Um dia escrevo-te sobre as tatuagens e os canhões.
Um dia escrevo-te sobre as comprar e as corridas de carrinho.
Um dia escrevo-te sobre a manteiga de amendoim.
Um dia escrevo-te sobre os cortes de energia e os telefones desligados.
Um dia escrevo-te sobre ti.
Um dia escrevo-te sobre o teu amor.
Um dia escrevo-te sobre mim.
Um dia escrevo-te sobre o meu amor.
Um dia escrevo-te sobre os passeios a pé e do vento na minha cara.
Um dia escrevo-te sobre as corridas matinais, onde vou buscar o jornal e sinto o cheiro a pastelaria quente e manteiga.
Um dia escrevo-te sobre a horrível camisola que teimas usar.
Um dia escrevo-te sobre os arrepios que sinto sempre que me encostas ao teu peito.
Um dia escrevo-te sobre o céu azul.
Um dia escrevo-te sobre crónicas mal humoradas.
Um dia escrevo-te sobre os carrosseis da feira popular.
Um dia escrevo-te sobre as tuas canções de amor pouco usuais.
Um dia escrevo-te sobre o quão pareces o Samuel Úria.
Um dia escrevo-te sobre o teu perfume a carvão e o cheiro a limão que agora teima em não te deixar.
Um dia escrevo-te sobre os beijos que me apetece dar-te.
Um dia escrevo-te sobre a areia que insiste em não sair do meio dos meus dedos do pé e do fundo da mala.
Um dia escrevo-te sobre o teu olhar matinal e sobre corridas para a casa de banho.
Um dia escrevo-te sobre rotinas mal habituadas e sobre o quão insistente é o teu patrão.
Um dia escrevo-te sobre as anedotas sem nexo, sem piada, sem nada que insistimos em contar.
Um dia escrevo-te sobre as tascas de fado e do chouriço queimado.
Um dia escrevo-te sobre o céu visto de Lisboa.
Um dia escrevo-te sobre o móvel onde os nossos tornozelos insistem bater.
Um dia escrevo-te sobre as dores de cabeça e as ressacas mal curadas.
Um dia escrevo-te sobre os filmes alugados e as pipocas caramelizadas salgadas.
Um dia escrevo-te sobre o jogo de futebol.
Um dia escrevo-te sobre a caneta acabada.
Um dia escrevo-te sobre as queixas dos vizinhos e das camas partidas.
Um dia escrevo-te sobre os jantares em família e das saudades da mamã.
Um dia escrevo-te sobre os aeroportos e os aviões.
Um dia escrevo-te sobre os passeios à chuva.
Um dia escrevo-te sobre as batatas e o molho de gelado.
Um dia escrevo-te sobre as bibicletas e os joelhos vermelhos.
Um dia escrevo-te sobre os meus sonhos e os teus sonhos.
Um dia escrevo-te sobre os nossos sonhos.
Um dia escrevo-te sobre as nossas loucuras.
Um dia escrevo-te sobre os livros e os poemas.
Um dia escrevo-te sobre as tatuagens e os canhões.
Um dia escrevo-te sobre as comprar e as corridas de carrinho.
Um dia escrevo-te sobre a manteiga de amendoim.
Um dia escrevo-te sobre os cortes de energia e os telefones desligados.
Um dia escrevo-te sobre ti.
Um dia escrevo-te sobre o teu amor.
Um dia escrevo-te sobre mim.
Um dia escrevo-te sobre o meu amor.
4.11.11
Ao ouvir os primeiros acordes, começo a deixar-me levar despidamente. As coisas já não se completam das melhores maneiras e as minhas feridas demoram cada vez mais a sarar. Sinceramente, quero morrer. Afogar-me em noites frias e desisitir da maioria das coisas que me fazem respirar. Respirar o pouco. Respirar só um pouco mais. "O chão que pisas sou eu" "O chão que pisas sou eu." O chão que pisas são eu" "O chão que pisas sou eu" o chão... O frio magoa-me a alma e corta-me os pensamentos. Concluir ideias é apenas mais um trabalho mal acabado e orgulhar-me disso é orgulhar-me de tudo o resto que passa e faço. O que magoas e deixas de acompanhar são os meus sentimentos, as minhas intenções, as minhas palavras, as minhas ideias, as minhas conclusões, as minhas mágoas, os meus... um eu. Deixa-me estar, é preferível, é o ideal. Deixa-me estar, deixa-me estar no meu canto. Finge que não me ouves, que não me falas, que tudo o que queres de mim são simples mentiras que a tua consciência joga, quando pouco ou nada tem para fazer. Eu não sou a melhor parte e não estou disposta a perder. É simples, mas parece díficil de entenderes. Eu não sou a melhor parte e não quero mais. Este combate? Definitavamente só o quero nunca mais ver. Deixa-me. O nosso amor? Nada mais que um combate.
23.10.11
Preciso de um momento a sós. Preciso de separar-me de ti. Estes ultimos tempos têm me feito perceber que a nossa vida funciona enquanto estamos longe e pára quando nos aproximamos. Isto não era suposto acontecer, ou era? Os risos não são os mesmos, as conversas obrigadas substituíram os temas interessantes e ouvir-te falar já não faz o meu coração disparar. Será que o que sinto por ti não é nada mais do que uma réstia de cinzas frias? Desculpa. Não me escrevas. Quero distãncia de ti, do teu cheiro a carvão e das tuas palavras de bom dia. Não sei o que mais esperar, aliás, sei demais acerca dos teus gestos e isso já não alimenta a espontaniedade do nosso amor, muito pelo contrário, mata-o, dia após dia.
11.9.11
Consegues realçar o melhor que há em mim. Consegues realçá-lo e eu nada posso fazer contra isso. Em cada momento nosso, em cada tempo passado juntos, em cada batida de música que entra nos nossos corpos e nos move, em cada gesto de amor que faz gemer os nossos corações, em cada despedida amargurada, em cada madrugada abençoada, és tu, sim. E nada mais me deixa radiante, nada mais me deixa abençoada, nada mais. És tu que estás lá, sempre que tudo volta a acontecer, sempre que tudo volta a manifestar-se, sempre que tudo volta a repetir-se, como um ciclo vicioso, como um ciclo onde o maior vício, teu maior vicio, é o de captar-me e soltar-me. Não há nenhum momento em que consiga esconder-me de ti, em que consiga não mostrar-me a ti, em que consiga fingir e ser quem eu não sou, fingir ter o que eu não tenho, e sinto-me agradecida por isso, sinto-o magicamente, espontaneamente, irreverentemente, apaixonadamente, vivamente, prazerosamente, sinceramente. Nunca conheci ninguém assim como tu, ninguém que me olhasse como tu olhas, com esses grandes e míopes olhos castanhos, ninguém que me fizesse rir até doer o estômago em momentos que nada tinham a ver com alegria, ninguém que pegasse na minha mão de uma forma tão honesta e verdadeira, que até consigo sentir o bater dos nossos corações, no início tão heterogéneos, no fim síntonos, ninguém que me seduzisse com uma simples palavra e me amasse com simples gestos de amor. Embora não estejas sempre aqui, infelizmente os nossos relógios poucas vezes se encontram, tão poucas, sei sempre que estás em mim, e quando me sinto fraca, uma simples palavra, simples mas sincera, faz toda a difernça. Todos os dias, quer dizer, todos os nossos dias, encontras sempre algo de novo, algo de entusiasmante, algo de belo, algo de engraçado em mim, não sei como mas encontras. Quando eu acho que já nada te surpreende, tu tens a capacidade de suspreender-me a mim, e isso é das coisas mais belas que eu admiro em ti. Lágrimas abafadas, abraços quentes, passos rápidos, beijos lentos, narizes frios, sorrisos largos, gargalhadas barulhentas, tudo isto faz parte de um novo mundo que há pouco mais de um ano aceitei explorar e amar, como nunca aceitei, um projeto que me faz crescer e viver com ideias novas e sensações reais, um sonho do qual não quero acordar nunca mais.
11-09-11
19.8.11
"Possivelmente estarás a dormir quando te escrevo esta carta, são 4.04 da manhã. Falei contigo hoje por duas vezes e por duas vezes tive a mesma sensação de perceber que tudo aquilo que eu quero é algo muito parecido a ti. Não sei se és tu, mas parece-me que a haver alguém com as tuas características, é essa pessoa que eu quero. Quero alguém como tu e desde que te conheci que a procuro de forma incansável, na esperança que alguém se assemelhe a ti, que se aproxime do que sinto por ti, que me saiba a ti, que me deixe a pensar-te, a imaginar-te o que fazes a esta hora, onde e como estarás. Mas isto, sem que não o percebas e não te incomodes mais, de forma a que sejamos só amigos como tu pretendes. Sejamos claros, a Remax em vez de vender andares e colocar outdoors pelas cidades inteiras à procura de compradores de cimento e tijolos e cozinhas nouvelle vague ou lá o que é, devia dedicar-se ao amor e ajudar-me a procurar alguém como tu – apenas isso - de forma a que continuasses a tua vida sem que alguma vez percebesses que é a ti que eu quero e procuro. A Remax, a Century 21, a Era, essas imobiliárias de betão, deveriam ajudar-me a procurar alguém igual a ti, em vez de um t2 com vista para o mar, de um andar com 5 assoalhadas, de jardins sustentáveis e condomínios fechados e o diabo a quatro. O melhor vendedor da Remax que se chama Nuno Gomes, se fosse mesmo o melhor da Europa como dizem que é, poderia ajudar-me nisto: A procurar alguém igual a ti, colocando em todos os outdoors de Lisboa que têm para o efeito, um anúncio em letras grandes à qual se juntaria a tua foto que diria “Procura-se mulher igual a esta”. E posto isto, deixaria o seu habitual número para lhe chegassem propostas e em todas elas, eu, com tudo o que tinha, hipotecava o que houvesse, desde o recheio da casa, à minha modesta conta ordenado, à minha roupa, aos meus haveres, às minhas acções, desde as boas às más, desde o meu quarto à sala de estar, a este escritório, a este computador, a esta camisa que uso, a este teclado com que agora te escrevo.
Procuro alguém igual a ti, peço-te ajuda para isso, não quero interromper a tua vida nem mudá-la, nem sequer fazer perder-te muito mais tempo, desde que me garantas que me arranjas alguém igual a ti. Mas tem que ser igual, exactamente igual. Promete-me isso, quero esse riso na minha vida, quero essas provocações parvas, quero esse teu voluntarismo desinteressado, quero essa cara, esses olhos, esse cabelo, esse foda-se na ponta da língua. Mas não te quero a ti que tens mais que fazer. Esta carta é um pedido de ajuda por isso, porque não é a ti que eu quero, quero isso sim, alguém como tu, alguém que nunca a Remax saberá encontrar."
Por Fernando Alvim
11.4.11
"As coisas não podiam desenhar-se nas curvas mais adequadas. Aliás, eu completo-me debaixo do teu braço e tu completas-te na forma do meu corpo. E ficámos assim, horas e horas a desenhar no céu, o nosso drama de amor.
Não me canso de te abraçar e cheirar o teu perfume, ao mesmo tempo que pegas em mim e sussuras-me histórias ao ouvido. És o meu grilo que passeia sobre a minha consciência e me faz feliz à medida que eu atravesso a parede do meu dia-a-dia. Mas retomando à parte em que pegas em mim, que prazer (neste momento sinto-me a morder o lábio), sinto-me livre e completamente segura, e juro-te que não há nada melhor que isso.
E ao fim de todas as nossas noites de loucuras e piadas sem nexo e com muito amor, acordo sobre o teu peito, enquanto mexes em madeixas do meu escuro cabelo. Dizes que o perfume não podia ser o mais adequado ao momento. Ou, também sabe muito bem, acordar contigo sentado ao lado da cama, a desenhar, por entre o carvão, as curvas por quais te dizes perder...
E ao cheirar os teus dedos, apercebo-me que as melhores coisas estão ao teu lado e que nada poderia ser melhor. Pinta-me o rosto, morde-me os lábios, sorri para os meus olhos. És tu quem eu quero, para sempre, ao meu lado. Tiago."
Não me canso de te abraçar e cheirar o teu perfume, ao mesmo tempo que pegas em mim e sussuras-me histórias ao ouvido. És o meu grilo que passeia sobre a minha consciência e me faz feliz à medida que eu atravesso a parede do meu dia-a-dia. Mas retomando à parte em que pegas em mim, que prazer (neste momento sinto-me a morder o lábio), sinto-me livre e completamente segura, e juro-te que não há nada melhor que isso.
E ao fim de todas as nossas noites de loucuras e piadas sem nexo e com muito amor, acordo sobre o teu peito, enquanto mexes em madeixas do meu escuro cabelo. Dizes que o perfume não podia ser o mais adequado ao momento. Ou, também sabe muito bem, acordar contigo sentado ao lado da cama, a desenhar, por entre o carvão, as curvas por quais te dizes perder...
E ao cheirar os teus dedos, apercebo-me que as melhores coisas estão ao teu lado e que nada poderia ser melhor. Pinta-me o rosto, morde-me os lábios, sorri para os meus olhos. És tu quem eu quero, para sempre, ao meu lado. Tiago."
09/05/10
Isto foi há quase um ano. E agora, onde estás tu, velha eu?
30.1.11
Sonhei contigo. Estavas sentado no banco ao lado da porta e eu, que tinha acabado de chegar de não sei bem de onde, com os meus amigos, fui sentar-me ao teu lado. Abraçaste-me, como se não quisesses me largar nunca. Mas, de repente, tiveste que ir embora. Prometeste-me que voltavas e eu, como apaixonada, esperei. O tempo passou, passou muito tempo, e eu fui à tua procura no meio das pessoas. Chegaste preocupado, explicaste as razões da demora, levaste-me para as escadas. Eu no degrau de cima, tu no degrau de baixo. Beijaste-me. Beijaste-me um beijo tão sentido que fique a senti-lo mesmo depois de acordada.
(E agora? Estou sempre a dizer-me que não posso, que não podemos, não por ti.)
(E agora? Estou sempre a dizer-me que não posso, que não podemos, não por ti.)
14.11.10
não consigo deixar de pensar não consigo deixar de trautear a nossa música não consigo deixar de abraçar o teu tronco não consigo deixar de tocar no teu cabelo não consigo deixar de rir não consigo deixar de sentir as tuas mãos os teus pés o teu peito não consigo deixar de beijar não consigo deixar de mover-me não consigo deixar de dar-te a mão não consigo deixar de beber de ti não consigo deixar de ler os teus pensamentos não consigo não deixar ler-te os meus não consigo deixar de amar-nos não consigo deixar te ir não consigo deixar de sorrir não consigo deixar de sentir saudade não consigo não te abraçar quando passam dias a fio não consigo deixar de dizer o teu nome não consigo deixar deixar-me levar por ti não consigo não dormir junto a ti não consigo deixar de ouvir-te não consigo deixar de cantar para ti não consigo deixar de olhar para ti não consigo deixar esse teu olhar por mim não consigo deixar as nossas manhãs na praia não consigo deixar o teu corpo molhado gelado junto a mim não consigo deixar de dizer sim não consigo deixar de dizer não não consigo deixar de mergulhar nesse teu mar não consigo deixar de imaginar-nos velhinhos não consigo deixar de chorar não consigo deixar-te não consegues deixar-me deixemo-nos estar
31.10.10
10.10.10
Imagino que seja difícil olhares para mim neste momento. Desculpa, deixa-me reformular a frase. Imagino que seja difícil não olhares para mim neste momento. Estás bastante apaixonado pelos meus olhos amarelos. Estás bastante apaixonado pelas minhas bochechas bem vermelhinhas. Estás muito apaixonado pelos meus lábios que dizes não conseguir parar de beijar. Calma. Sei que todo o resto do corpo, pelo qual passeias sem sequer pedires autorização, também te fascina. Aliás sei que ultimamente o teu bloco de notas está cheio de curvas minhas. Não me mintas. Ou mente. Estou outra vez a trocar os meus pensamentos, que descuidada! Abraça-me por detrás, mexe-me na barriga (faz o mister calisto, por favor!), beija-me o pescoço, vira-me, encosta o teu nariz ao meu, mexe muito!, sorri, agarra-me pelas costas, enrola os teus caracoís nos meus dedos (desculpa, a tua careca), e por fim, mas não menos importante, dá-me aquele nosso beijo, mas sem brincadeiras, dá-me aquele nosso beijo à cinema.
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