15.10.14

Dei por mim a voltar a encontrar-me em Ti. Deixaste-me num espaço escuro, só, sem forças nem motivos para me levantar. Quis deixar-Te. Quis perder-me de Ti. Quis nunca mais para Ti voltar a olhar. Mas é em pequenas estrelas que Te encontro a mirar-me como nunca ninguém me as mirado. E é nesta pequena luz de uma pequena estrela que eu Te volto a querer amar. E vais e vens e aceitas-me como sou, nestes vais e vens. É neste noite que quero de Ti beber, da Tua fonte de amor. É nesta noite que encontro a minha fé, a fé que me une a ti, que se resume no que mais de simples me ensinaste, o amor. Obrigada por me deixares voltar a casa, quando rebelde decidi as costas virar. Obrigada por deixares Te amar, no pão da Eucaristia e no amor do dia-a-dia. Obrigada por seres a melodia que me faz enamorar sempre.
(E nada seria possível sem Ti, minha Santa Amiga Teresa. E por hoje ser o início de um ano especial, quero deixá-lo marcado aqui: A paciência tudo alcança. Só Deus basta.)

"De noite, mesmo de noite, iremos buscar a fonte. Só nossa sede nos guia. Só nossa sede nos guia.”

21.9.14

E foi o fim do verão.

13.9.14

E foi Mindelo e foi o Verão e são os amigos!
Eu às vezes fecho os olhos, e faço muita força, muita muita muita, para tentar voltar ao momento em que te abracei como se não houvesse amanhã. Muita coisa mudou, e posso dizer que o sentimento talvez, mas às vezes ainda sinto a raiva e outras vezes ela já nem sequer está mais lá, mas ainda gosto muito de ti. E por muito que tente dar forma às razões para continuar e virar a página, eu não quero virar a página. Tenho saudades de te ver e te ter. Ter-te do outro lado do mundo, mas ter-te sempre comigo. Ter-te nas conversas da noite e nas confissões do dia. Ter-te porque me sabe bem ter-te. Não porque nos 'amamos loucamente', ou porque isto será para sempre, mas ter-te porque é bom ter alguém de quem gostamos ao nosso lado, a quem nos afeiçoamos e que é diferente no nosso coração. Tu tornaste-te diferente no meu coração e se calhar é por isso que era tão bom ter-te. Ainda quero ouvir o que os meus olhos te dizem e que a mim nem sequer contam. Ainda quero sentir o teu coração bater do outro lado da pele. Ainda quero sentir o nervosismo no estômago enquanto fazia o caminho de casa. O que me faz falta é o facto de teres levado a minha metade e nada teres deixado lá. Senti que perdi muito antes e depois senti que perdi outro tanto. O amor é tão bonito na minha mente que quando o vivo deixa de o ser - e é disso que mais tenho medo agora: perder o que há de bom na minha imaginação, porque enquanto ela existir, há muito de amor para ainda continuar escrever...
"Eu queria muito te esquecer, mas não consigo. O jeito é deixar doer, para ver se sara."
Para o N.